Na XXI edição do Simpósio Brasileiro de Sistemas Colaborativos (SBSC), somos convidados a refletir sobre o poder da colaboração como força motriz para a reconstrução e a inovação em tempos de mudança. O tema “Colaborar para Transformar: Tecnologias para Reconstruir, Inovar e Conectar” nos instiga a pensar como as tecnologias colaborativas podem ir além da eficiência técnica, tornando-se instrumentos de reconstrução social, cultural e ambiental.
Vivemos um momento em que a tecnologia não apenas conecta pessoas, mas redefine comunidades, formas de trabalho e modos de coexistir. Nesse cenário, a colaboração emerge como um princípio ético e transformador, capaz de unir diferentes vozes, contextos e saberes em torno de desafios comuns. O SBSC XXI propõe um diálogo aberto sobre como as tecnologias colaborativas, a inteligência artificial e as redes sociotécnicas podem contribuir para reconstruir laços, restaurar ecossistemas e promover inovação inclusiva.
Ao reunir pesquisadores, profissionais, estudantes e comunidades diversas, o evento busca fomentar uma visão de tecnologia voltada à regeneração: das relações humanas, das práticas científicas e dos espaços coletivos. Queremos discutir como podemos projetar sistemas que aproximem em vez de isolar, que inspirem em vez de substituir e que transformem a colaboração em um eixo central para o desenvolvimento humano e tecnológico.
Assim, o SBSC XXI reafirma seu papel como espaço de encontro e transformação, onde a tecnologia é pensada como meio para reconstruir o que foi fragmentado, inovar com propósito e conectar mundos em busca de um futuro mais justo, solidário e sustentável.
O tema central deste ano, “Colaborar para Transformar: Tecnologias para Reconstruir, Inovar e Conectar”, destaca os seguintes objetivos principais:
Explorar como sistemas colaborativos podem apoiar processos de reconstrução social, ambiental e institucional, fortalecendo comunidades afetadas por crises e transformações.
Promover o debate sobre práticas de inovação abertas, éticas e participativas, nas quais diferentes atores (pesquisadores, profissionais, coletivos e comunidades) possam cocriar soluções que respondam a desafios locais e globais.
Refletir sobre os impactos éticos, sociais e políticos das tecnologias colaborativas e da inteligência artificial, com foco na transparência, na confiança e na corresponsabilidade na tomada de decisão.
Fomentar o desenvolvimento de redes interdisciplinares e interinstitucionais que impulsionem a transformação digital com propósito social, ambiental e humano.
Soluções colaborativas e inteligentes voltadas à reconstrução de comunidades, ecossistemas e instituições, fortalecendo resiliência social, ambiental e digital.
Práticas, métodos e tecnologias que promovem inovação aberta, design participativo e criação coletiva de conhecimento.
Estudos sobre o papel da inteligência artificial em processos colaborativos que visam transformação social, equidade e justiça digital.
Análises de responsabilidade, transparência, confiança e valores humanos em sistemas colaborativos mediados por IA e plataformas digitais.
Experiências e investigações sobre ambientes de aprendizagem colaborativos, tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inclusivas.
Estudos e propostas sobre governança colaborativa, políticas públicas participativas e impactos de redes sociotécnicas em escalas locais e globais.
Novas abordagens, frameworks, métricas e tecnologias que apoiem a colaboração ética, criativa e sustentável.
Relatos empíricos de iniciativas colaborativas que demonstram transformação concreta em contextos sociais, ambientais, culturais ou tecnológicos.
Estudos sobre práticas colaborativas em ambientes virtuais como redes sociais, comunidades de software livre, ambientes híbridos e espaços virtuais compartilhados.
Investigação e desenvolvimento de sistemas colaborativos em áreas como saúde, governo, mobilidade, cultura digital, sustentabilidade, agricultura, governança de dados e comunidades open source.
Discutir os resultados significativos alcançados por pesquisas científicas na área de Sistemas Colaborativos.
Máximo 12 páginas, excluindo agradecimentos e referências.
Contexto, problema, objetivos, solução, metodologia, fundamentação, trabalhos relacionados, resultados e conclusões.
As submissões devem seguir o modelo de formatação oficial de publicação da SBC e ter no máximo 12 páginas, excluindo agradecimentos e referências. O arquivo deve ser submetido exclusivamente em formato PDF e escrito em português ou inglês.
O processo de avaliação será duplamente anônimo (double-anonymous review), portanto o arquivo não deve conter qualquer identificação de autoria, como nomes de autores, instituições, agradecimentos, projetos, links ou citações que revelem a identidade dos autores. Trabalhos que não cumprirem esta exigência serão rejeitados sem revisão. Após o prazo final de submissão, não serão permitidas alterações no título, resumo, tópicos, arquivo PDF ou lista de autores, nem será possível retirar o artigo do processo de avaliação.
O uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) deve ser explicitamente declarado no artigo, indicando quais ferramentas foram utilizadas; essas ferramentas não podem ser listadas como autoras, e o uso não exime os autores da responsabilidade sobre o conteúdo.
Recomenda-se a adoção de práticas de Ciência Aberta, com o compartilhamento anônimo de dados, códigos e artefatos em repositórios públicos como Zenodo ou Figshare, de forma a promover transparência, replicabilidade e reprodutibilidade. Todos os trabalhos serão avaliados quanto à originalidade, qualidade técnica e metodológica, clareza da apresentação e contribuição científica, social ou tecnológica para a área de sistemas colaborativos.
Todas as pessoas autoras devem comprometer-se a cumprir o Código de Conduta da SBC para autores e publicações, disponível no site da SBC. A submissão de um artigo completo deve ocorrer sob a condição de que o trabalho não tenha sido previamente publicado.
A submissão de artigos deve ser feita exclusivamente via o sistema de publicação JEMS da SBC no link abaixo:
Todos os artigos aceitos devem enviar junto a versão final do artigo o termo de publicação da SBC preenchido e assinado por um dos autores via sistema JEMS.
A avaliação dos artigos submetidos ao SBSC 2026 será conduzida por revisores do Comitê de Programa, em processo duplamente anônimo.
Cada trabalho será analisado quanto à sua aderência às normas de submissão e à qualidade geral da pesquisa apresentada. Serão considerados, entre outros aspectos, a originalidade sob a perspectiva das ideias, dos métodos ou dos resultados; o rigor, refletido na clareza da argumentação, na consistência metodológica e na coerência da análise; e a relevância, medida pelo potencial de contribuição científica, social ou tecnológica para a área de sistemas colaborativos.
Também serão valorizadas a transparência na descrição dos procedimentos, a possibilidade de reprodutibilidade e replicabilidade dos resultados e a qualidade da apresentação, incluindo organização, clareza textual e adequação ao formato exigido.
Os trabalhos aprovados serão publicados nos Anais do SBSC, na Biblioteca Digital da SBC (SOL – SBC OpenLib), desde que: pelo menos uma pessoa autora efetue a inscrição no evento até 20/04/2026 e ao menos uma pessoa autora participe presencialmente do SBSC 2026 para apresentar o trabalho.
Melise Maria Veiga de Paula – UNIFEI – melise@unifei.edu.br
Karina Kohl – UFRGS – karina.kohl@inf.ufrgs.br
Em caso de dúvidas, entre em contato diretamente com as coordenadoras da trilha.
Adler Diniz de Souza – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Ana Carolina Oran – Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Ana Maria Amorim – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Bárbara Pimenta Caetano – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Bruno Gadelha – Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Bruno Guazzelli Batista – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Carla D. M. Berkenbrock – Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Carla Silva – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Clever R. G. Farias – Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP)
Edeilson Milhomem Silva – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Flávio Mota – Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS)
Isabela Drummond – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Jonas Henrique Ribeiro Paula – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Laércio Baldochi – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Laercio Pioli Junior – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Luiz Paulo Carvalho – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Márcia Ito – Centro Paula Souza (CPS)
Márcia Lucena – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Natalya Marjana Goelzer – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Rafael de Magalhãees Dias Frinhani – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Rafael R. J. Jardim – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Raquel O. Prates – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Renata Araújo – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Rita Suzana Pitangueira Maciel – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Rodrigo Duarte Seabra – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Sean W. M. Siqueira – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Tatiana Cartagena – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Thais H. C. Castro – Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Vanessa C O Souza – Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Vaninha Vieira – Universidade Federal da Bahia (UFBA)