A colaboração é essencial nas práticas extensionistas. Estas devem promover interações entre estudantes, professores, pesquisadores, representantes de comunidades, territórios e/ou organizações externas às Instituições de Ensino Superior (IES). Além disso, tais práticas devem contribuir para o desenvolvimento social e regional, assim como para o aprimoramento de políticas públicas.
Nesta edição, o SBSC tem como tema Colaborar para Transformar: Tecnologias para Reconstruir, Inovar e Conectar. Nesse sentido, estamos muito interessados em saber como a colaboração tem ocorrido em iniciativas que garantam o intercâmbio de saberes e recursos entre as instituições de ensino e pesquisa e a sociedade, contribuindo para a resolução de problemas reais, fortalecendo parcerias entre academia e sociedade.
Queremos colocar em perspectiva ações extensionistas que contribuam à abordagem colaborativa, interdisciplinar e interprofissional dos Grandes Desafios da Computação 2025-2035 definidos pela Sociedade Brasileira de Computação. Ainda que não de forma restrita, nos interessa a abordagem do grande desafio científico e tecnológico “Construção de Ecossistemas Computacionais Éticos, Inclusivos, Interdisciplinares e Sustentáveis para a Promoção da Participação e da Equidade Social”.
Nossa proposta é criar um espaço no SBSC para discutir e identificar estratégias que articulem a extensão ao ensino e à pesquisa para atuar sobre esses desafios. Isso a partir da perspectiva da relação entre Universidade e Sociedade e das experiências e práticas da extensão universitária que se comprometam com o impacto e a transformação social, além da formação de estudantes universitários.
Convidamos extensionistas e demais profissionais (setor público ou privado, terceiro setor, empreendedores sociais) a submeter artigos para a Trilha Colaboração na Extensão do SBSC 2026. Espera-se que os artigos nesta trilha descrevam cuidadosamente trabalhos voltados à colaboração na prática extensionista, seja, por exemplo, na adoção de Sistemas Colaborativos nas ações de extensão, na avaliação de experiências de/por usuários e na adoção de conceitos e métodos adotados em Sistemas Colaborativos para ações de extensão universitária.
Os trabalhos não estão restritos somente às ações extensionistas nas quais foram usados ou desenvolvidos sistemas colaborativos: os desafios, as lições aprendidas e as perspectivas da/na colaboração encontrados em sua execução também são relevantes como parte dos trabalhos a serem submetidos. Algumas perguntas são norteadoras, mas não limitantes, para as discussões que esperamos:
Na submissão, você(s), pessoa(s) autora(s), deve(m) descrever a prática extensionista realizada tendo como referência as diretrizes da Extensão definidas na Política Nacional de Extensão Universitária.
Práticas extensionistas destacando a importância da colaboração e parcerias entre academia e sociedade
Máximo 12 páginas, excluindo agradecimentos e referências.
As submissões devem seguir o modelo de formatação oficial de publicação da SBC e ter no máximo 12 páginas, excluindo agradecimentos e referências. O arquivo deve ser submetido exclusivamente em formato PDF e escrito em português ou inglês.
O processo de avaliação será duplamente anônimo (double-anonymous review), portanto o arquivo não deve conter qualquer identificação de autoria, como nomes de autores, instituições, agradecimentos, projetos, links ou citações que revelem a identidade dos autores. Trabalhos que não cumprirem esta exigência serão rejeitados sem revisão. Após o prazo final de submissão, não serão permitidas alterações no título, resumo, tópicos, arquivo PDF ou lista de autores, nem será possível retirar o artigo do processo de avaliação.
O uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) deve ser explicitamente declarado no artigo, indicando quais ferramentas foram utilizadas; essas ferramentas não podem ser listadas como autoras, e o uso não exime os autores da responsabilidade sobre o conteúdo.
Recomenda-se a adoção de práticas de Ciência Aberta, com o compartilhamento anônimo de dados, códigos e artefatos em repositórios públicos como Zenodo ou Figshare, de forma a promover transparência, replicabilidade e reprodutibilidade. Todos os trabalhos serão avaliados quanto à originalidade, qualidade técnica e metodológica, clareza da apresentação e contribuição científica, social ou tecnológica para a área de sistemas colaborativos.
Todas as pessoas autoras devem comprometer-se a cumprir o Código de Conduta da SBC para autores e publicações, disponível no site da SBC. A submissão de um artigo completo deve ocorrer sob a condição de que o trabalho não tenha sido previamente publicado.
A submissão de artigos deve ser feita exclusivamente via o sistema de publicação JEMS da SBC no link abaixo:
A avaliação dos artigos submetidos ao SBSC 2026 será conduzida por revisores do Comitê de Programa, em processo duplamente anônimo. Cada submissão será revisada por pelo menos dois especialistas.
Para aprovação do trabalho, serão considerados os seguintes critérios: aderência à trilha, alinhamento às diretrizes da extensão universitária, qualidade do texto, qualidade da apresentação da experiência, fundamentação teórico-metodológica, qualidade das discussões sobre a experiência e formatação. As práticas serão selecionadas para publicação nos anais do SBSC.
Os trabalhos aprovados serão publicados nos Anais do SBSC, na Biblioteca Digital da SBC (SOL – SBC OpenLib), desde que: pelo menos uma pessoa autora efetue a inscrição no evento dentro do prazo estabelecido e ao menos uma pessoa autora participe presencialmente do SBSC 2026 para apresentar o trabalho.
Amanda Meincke Melo – UNIPAMPA – amandamelo@unipampa.edu.br
Bruno Gadelha – UFAM – bruno@icomp.ufam.edu.br
Marcela Guimarães e Silva – UNIPAMPA – marcelasilva@unipampe.edu.br
Em caso de dúvidas, entre em contato direto com as pessoas coordenadoras da trilha.